Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

aspalavrasnuncatedirei

Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

aspalavrasnuncatedirei

Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

Os Homens São Como as Flores

por aspalavrasnuncatedirei, em 28.05.07

 

Há Homens sem graça, sem brilho, sem luminosidade, sem perfume, são uma espécie Ervas Daninhas, podem ser encontrados por todo o lado, reproduzem-se com extrema facilidade, mas nada têm de especial. Há Homens que são como as Urtigas, mal te aproximas provocam-te uma alergia tal que ficas logo cheia de comichão e não descansas enquanto não te livras deles. Há Homens como Papoilas, facilmente te deixas absorver, rapidamente te deixas extasiar e quando dás por isso estás completamente viciada no seu ópio. Há Homens como as Camélias, possuidores de uma grande doçura, mas mal lhes tocas, ficas com as mãos pegajosas com uma sensação de mal-estar só comparável ao Homem Urtiga. Há Homens que são como Cravos de Abril, são símbolos vivos de liberdade, mas não os consegues alcançar nem por nada, e andam por aí, sempre a saltitar de espingarda em espingarda. Há Homens como os Girassóis, têm a mulher da vida deles, mesmo ali ao lado, e continuam a rodar a cabeça à procura do sol noutras direcções. Há Homens como os Narcisos, só pensam neles, só olham para o seu umbigo, só vêem a beleza que deles emana. Há Homens como as Orquídeas, são frágeis, singelos, precisam de ser tratados com muita delicadeza e carinho. Há Homens que são como as Rosas, uns, de cor vermelha, simbolizam o amor, a paixão, perdes-te no seu doce aroma, na sua beleza, na sua suave textura, outros, correspondentes à cor branca, são puros, amigos, protectores, cheios de candura, podes contar com o seu apoio em todos os momentos da tua vida, e tanto num caso como no outro, são pessoas que te fazem feliz. E há Homens que são como os Trevos de quatro folhas… são raros… sabes que existem… mas não tens a sorte de encontrar nenhum.

 

 

Baloiço

por aspalavrasnuncatedirei, em 26.05.07

 

Imagem Retirada da Internet

Há momentos em que a vida se assemelha a um baloiço. Por vezes, tens os pés bem assentes na terra, não andas nem para a frente, nem para trás, fazes movimentos giratórios, aproveitas a doce sensação de calma e de tranquilidade sem saíres do mesmo sítio. Há situações, em que, timidamente, começas a ganhar balanço e ora avanças, ora recuas, quando vais para a frente não fazes conquistas extraordinárias, mas quando retrocedes também não perdes muito. No entanto, há dias em que resolves dar balanço e ver até onde consegues ir, decides perceber como será a sensação do vento a beijar-te o cabelo, decides que queres conhecer a sensação de um pássaro que voa em liberdade, queres ter os raios de sol aquecer-te o rosto, queres voltar a sentir a alegria espontânea de uma criança pequena, e aí, o céu é o limite. Mesmo nos momentos em que o baloiço vai atrás, sabes que é apenas para continuar a ganhar balanço, para cada vez, poderes voar mais alto. E este é um prazer que só consegues saborear sozinha. Porque quando tens alguém atrás de ti a empurrar o baloiço, podes ter exactamente as mesmas sensações de bem estar, sentir que estás a partilhar uma brincadeira, no entanto, no teu íntimo, sabes que perdes a independência de brincar como muito bem te apetece, estás sempre receosa que essa pessoa deixe de te empurrar, ou então, que te abandone no parque sozinha, ou pior, que te empurre com uma violência tão grande que te faça cair no chão sem dó nem piedade. Na vida, como no baloiço, há que impor o ritmo que é o ideal para nós, há momentos para voar radicalmente, até que a corrente não estique mais, há momentos para baloiçar preguiçosamente e saborear, há momentos para parar e pensar como se quer conduzir a nossa vida. Simplesmente isso: Parar e pensar!

 

 

 

 

Apetecia-me

por aspalavrasnuncatedirei, em 21.05.07

Imagem Retirada da Internet

Apetecia-me… flutuar como uma bola de sabão multicor, vaguear pelo azul do céu e ir ao teu encontro. Apetecia-me… enrolar, como um bicho-de-conta, e aninhar o meu corpo no teu, ignorar os problemas, esquecer a vida, imaginar que na face da terra existo apenas eu, existes apenas tu. Apetecia-me… abraçar-te e poder fazer do meu colo uma tranquila Pousada onde pudesses descansar todo o teu cansaço, todas as conquistas, as triunfais e as menos felizes, todas aquelas chatices que no dia-a-dia se apoderam de ti. Apetecia-me… dar-te um longo beijo, daqueles que se iniciam no lóbulo da tua orelha, e que continuam lentamente, percorrendo todo o teu corpo até terminarem nos dedos dos teus pés. Apetecia-me… despir de preconceitos, de ideias feitas, e entregar-te numa dádiva de amor, o meu corpo nu e puro. Apetecia-me… dizer que te adoro e que apesar  dos meus erros, das minhas indecisões, das minhas imperfeições, dos meus avanços e recuos, é só em ti que me perco, mas também que me encontro, que me cumpro como pessoa, como mulher, e que é só contigo, que me sinto completa.

 

Why Not?

por aspalavrasnuncatedirei, em 19.05.07

  

Imagem Retirada da Internet

  

O ilustre bloguista de http://why_not.blogs.sapo.pt/ desafiou-me para criar um post a partir do título do seu blog. Depois de muito aguardar pela musa da inspiração, e tendo em conta que não queria fugir ao tom do meu próprio blog, deixo-vos o resultado final.

 

E porque não… esquecer o que ficou para trás e começar do zero, falar menos mas decididamente escutar mais? E porque não… esquecer-me dos teus defeitos e tu dos meus, aprendermos lentamente a viver um com o outro sem exigências, sem desculpas, sem nos magoarmos? E porque não… esquecer o passado, ignorar o futuro e simplesmente aproveitar este instante mágico que a realidade nos oferece? E porque não… perder o medo da vida e acreditar que o amor que sentimos é suficiente para vencer todas as dificuldades? E porque não… olhar-te nos olhos, dizer que te amo, que preciso de ti, que a minha pele sente a falta da tua, que as minhas mãos anseiam por se perder na suavidade dos teus dedos, que a minha boca suspira por se entregar à tua, que o meu beijo só se cumpre, no sumo do teu beijo e que o meu corpo grita desesperado, num desejo mudo, de se fundir no teu… e porque não… ???

 

 

 


 

 

Problema de Expressão

por aspalavrasnuncatedirei, em 18.05.07

 

Imagem Retirada da Internet

 

 

«Só para dizer que te amo, nem sempre encontro o melhor termo, nem sempre escolho o melhor modo. O teu mundo está tão perto do meu, e o que digo está tão longe, como o mar está do céu. »

 

Liguei o rádio do carro e fui brindada com os Clã no seu sublime Problema de Expressão. Claro que a minha mente voou logo para aquilo que é a minha vida e não pude deixar de pensar que, apesar de ser Professora de Português, devo ter um problema de expressão. Os meus alunos dizem que explico bem, mas mesmo assim, têm negativas; os meus visitantes do blog dizem que me exprimo bem, mas há situações em que fazem uma leitura completamente diferente da mensagem que quero passar; os meus filhos dizem que ouvem, mas nunca fazem nada daquilo que lhes peço (pelo menos na meia hora imediatamente a seguir); quando digo a alguém «amo-te» esse alguém não entende, fica sempre a tentar ler nas entrelinhas, aquilo que lá não está, e quando o tento demonstrar através de atitudes, também não capta os sinais. 

 

 

Preço do Amor

por aspalavrasnuncatedirei, em 13.05.07

 

Imagem Retirada da Internet

 

Queres saber o valor do meu amor por ti… Queres provas… O que tenho eu a provar? Ou sentes, ou não sentes. Ou amas ou não amas. O que queres quantificar? Quanto vale um beijo? E uma lágrima? Esta valerá por certo muito mais. Um beijo encerra em si, apenas amor, e a lágrima, para além de amor, contém também dor. Que valor atribuis às minhas noites de insónia, perdida em pensamentos vagos, imagens saudosas, outrora vividas, e sonhos que gritam em ânsias, a pressa de se realizar? Quanto valerão os meus sacrifícios, aqueles que faço diariamente e que tu nem valorizas? Que dinheiro compra as minhas conquistas e os meus fracassos? Na cotação da tua bolsa, quanto vale o meu corpo inocentemente nu, entregue ao teu desejo… sem nada te pedir? E os meus olhos que apenas procuram espelharem-se nos teus? Em leilão, quanto estarias disposto a pagar por esta vida, já tão sem vida, entregue ao meu amor por ti?

 

 

Quem me Leva os Meus Fantasmas?

por aspalavrasnuncatedirei, em 11.05.07

Imagem Retirada da Internet

 

«De que serve ter o mapa, se o fim está traçado? De que serve a terra à vista, se o barco está parado? De que serve ter a chave, se a porta está aberta? De que servem as palavras, se a casa está deserta?» (Pedro Abrunhosa)

 

 

Todos nós temos os nossos fantasmas, uns mais, outros menos (a esta expressão associo os medos, ou algo assustador que nos atormenta a existência). Uns são do tipo Casperzinho (pequenos, pouco incomodativos e resolúveis) outros, tipo Poltergeist (enormes, assustadores, difíceis de lidar). Hoje, ao ouvir o novo tema de Pedro Abrunhosa, onde ele se interroga «Quem me Leva os Meus Fantasmas?», o meu primeiro pensamento foi “-Era bom, não era? Ver surgir alguém, do tipo Ghostbusters, e levar todos os nossos fantasmas consigo? Mas numa segunda análise pensei «-Ainda bem que temos fantasmas!» Não serão eles os nossos verdadeiros desafios? Não devemos ser nós próprios a munirmo-nos de material bélico para os afugentar/ resolver da nossa vida? Quando o conseguirmos fazer viveremos em paz na nossa casa. Sem assombrações, sem medo do escuro, que é como quem diz, viveremos com paz de espírito dentro do nosso coração.

 

 

 

 

Amor..by TMN

por aspalavrasnuncatedirei, em 05.05.07

Imagem Retirada da internet

O Amor nos nossos dias tem o alto patrocínio da Vodafone, da Optimus, ou, no meu caso, da TMN. Passamos horas a namorar ao telefone com a pessoa amada. É ele que nos vale nos dias tontos em que corremos de um lado para o outro, sem tempo para nada nem para ninguém, mas arranjamos sempre um bocadinho para lhe fazer um telefonema. É ver-nos de telemóvel em riste, com sorrisos de orelha a orelha, com caras de parvos, pela rua, pelo metro, no trabalho, em casa... a conversar com a cara metade. São verdadeiras horas de angústia aquelas em que aguardamos um telefonema, um toque, uma mensagem. Por falar em mensagens, essas então, que antigamente vinham por carta, com selo dos CTT, entregues pelo carteiro na nossa caixa de correio, agora vêm direitinhas através das novas tecnologias. Desembrulhamos o * como uma criança em noite de Natal, curiosos relativamente ao seu conteúdo e encontramos... um bocadinho dele(a). Ai, ai, ai, se o meu telefone falasse... diria que tens a voz mais doce, mais terna que já ouvi. Diria que te amo e desejava ter-te aqui. (rima e é verdade :o)

 

Voltarás

por aspalavrasnuncatedirei, em 01.05.07

 

Imagem Retirada da Internet

 

 

Sei que um dia voltarás a caminhar ao meu lado pelas margens deste rio imenso de sempre. Iremos outra vez jantar, de mãos dadas, narizes encostados, bocas coladas, numa troca de cumplicidade e sabores. Partilharemos segredos e medos, conquistas e derrotas. Venceremos fantasmas e dragões. Mergulharemos num mundo só nosso que, como outrora, nunca saberemos se existe ou não, com a profunda convicção de que há pessoas que não se esquecem, coisas que nunca mudam, mesmo que já não existam. Iremos ao cinema e sairemos de lá com a profunda convicção de que é nossa a mais bela história de amor. E nesse dia vão recuperar-se todos os sorrisos, todos os beijos que adiámos ao longo deste tempo, todos os abraços, todos os momentos que desejámos repetir um com o outro, como se nunca tivéssemos deixado de o fazer. Há amores eternos, não há? Adormecerei novamente ao teu lado com a tranquilidade de que ali é o meu lugar e não voltarei a partir. Ouvir-te-ei novamente ressonar e, porque estou apaixonada por ti, acharei que é a mais doce das canções de embalar. Acordarei contigo e despertarei para uma realidade mágica cheia de tesouros por descobrir. Sentirei novamente o teu calor e não mais o frio do Inverno entrará pela minha janela e me congelará a alma.  

Baú

por aspalavrasnuncatedirei, em 28.04.07

 

          Hoje abri  aquele Baú antigo, de madeira velha, carunchosa, onde guardo as minhas memórias. Lá dentro estão pequenos retalhos da minha vida, momentos que não deixo o tempo apagar e imortalizo através de pequenos objectos.

         Tenho as cartas de amor da escola primária, cheias de corações foleiros e erros ortográficos; o bilhete de cinema, daquela noite de Verão onde provei o primeiro beijo; o primeiro urso de peluche, piroso, onde se vislumbram ainda os resquícios daquilo que foi um ‘I Love You’ oferecido por um admirador de nome esquecido.

          Tenho ainda guardado, muitos outros segredos, por isso, há muito tempo que não abria o Baú, porque… tinha medo.

          Medo daquilo que eu sabia que iria desenterrar. Abri-lo era encontrar-te. Reler as tuas cartas era voltar a ouvir o som da tua voz que falava do teu amor por mim, dos teus planos para o futuro, para o nosso futuro, e por um momento, ver as tuas fotografias era voltar a perder-me no teu sorriso sedutor. O vulcão que nos últimos anos tentei adormecer, entrou novamente em erupção.

          Encontrei lá dentro vestígios da nossa vida em comum: o bilhete do primeiro concerto a que assistimos, uma concha que me ofereceste quando me levaste a primeira vez à praia; o frasco vazio do perfume que me ofereceste, o prospecto daquela viagem que fizémos que publicitava a região, fazendo referência às suas tonalidades «cromânticas»; a rosa de plástico, hoje já cheia de bolor, que um Indiano te convenceu a comprar naquela noite do meu aniversário. Sabes…tenho até guardado o pacote de açúcar da primeira vez que me convidaste para tomar café, junto ao lago, povoado por crianças ranhosas de sorrisos felizes.

          Ardi de desespero e de saudade, coloquei rapidamente o cadeado no Baú e regressei à minha realidade, disfarçando a minha agonia. Tudo o que queria era reduzir o meu tamanho, como a Alice no País das Maravilhas, queria encolher para morar dentro daquela caixinha, porque só ali, nas tuas recordações, é que o meu coração voltou a bater.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2010
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2009
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2008
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2007
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D

Favoritos