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Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

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Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

Há quem não goste de dezembro...

por aspalavrasnuncatedirei, em 09.12.18

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… Há quem não goste de dezembro... pessoas que por uma razão ou outra não se deixam tocar pela magia deste mês, que têm uma carapaça tão dolorida e tão dura que nada nem ninguém a consegue amolecer ou quebrar. Muitos são os que não se deixam embalar pelos cânticos natalícios porque aos seus ouvidos não chegam os doces acordes daqueles que amam e só a melodia do silêncio lhes atravessa o coração. Há quem não consiga sentir felicidade quando as luzes da árvore de Natal se acendem porque há muito que o brilho da alegria se extinguiu dentro delas. Há aqueles que não sentem qualquer prazer na doçura das rabanadas ou bolo rei, simplesmente porque a fome é um lugar comum todos os dias. Tantos avós por aí que não têm uma mesa farta à espera dos filhos e dos netos, avós que não precisam ter trabalho a rechear perus e fritar azevias e avôs que não precisam perder tempo a escolher os vinhos, simplesmente porque a vida se encarregou de levar os seus herdeiros para longe e é noutras casas, com outras pessoas que se sentam à mesa. Tantos e tantos são aqueles que não têm nenhum presente porque a vida se encarregou de lhes embrulhar os dias de tal forma, que uma fita estranguladora os ata com um laço. Quantos pais vivem na metade esta quadra? A parte que lhes coube na partilha legal de um casamento que se foi e a quem um juiz decretou por sentença régia que todos os anos só teriam direito a meio Natal? E os filhos? Esses sofrem porque ilusoriamente os adultos acham que ganharam a celebração a dobrar... Sim, há quem não goste de dezembro...porque o fio do fim dos dias se encarregou de levar quem tanto se ama, nos privou do seu lugar à mesa, do nome no embrulho, do abraço apertado, do sorriso carinhoso e que sem isso, não é possível celebrar. Há quem não goste de Dezembro...

Do You Fell a Litlle Broken?

por aspalavrasnuncatedirei, em 01.11.18

 

Sem Ti...

por aspalavrasnuncatedirei, em 29.09.18

Olhaste para mim e deste-me a mão e sem dizeres nada, fiquei sem palavras...Tiraste-me o chão. Digo-te adeus, queria ficar...e a cada partida, vou de asa ferida que quer pousar. Sem ti a chuva é forte na janela do meu quarto. Sem ti o vento norte anda louco por aí. Sem ti o mar se agita entre a terra e o céu. Sem ti sou metade Sem ti... não sou eu. Conheces-me bem, melhor que ninguém... Agarro um sorriso que levo comigo quando regressar. Quero-te abraçar e ficar assim esquecida de tudo, esquecida do mundo, esquecida de mim. Sem ti a chuva é forte na janela do meu quarto. Sem ti o vento norte anda louco por aí. Sem ti o mar se agita entre a terra e o céu. Sem ti sou metade Sem ti... não sou eu. Sem ti a noite é escura numa imensa solidão. Sem ti vou insegura como quem perdeu o chão. Contigo sou mais forte se tens o melhor de mim. Eu só sou eu contigo aqui... Eu só sou eu contigo aqui! (Mariza)

 

A Case of You...

por aspalavrasnuncatedirei, em 22.04.18

 

Simply... Falling...

por aspalavrasnuncatedirei, em 22.11.17

 

I am a fool...

por aspalavrasnuncatedirei, em 26.07.17

Pequenas Coisas...

por aspalavrasnuncatedirei, em 23.02.17

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God Only Knows...

por aspalavrasnuncatedirei, em 01.01.17

God only knows what I'd be without you...

 

Vai onde te leva a ilusão

por aspalavrasnuncatedirei, em 25.07.16

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A maior prova de amor que te dei… foi deixar-te partir…

 

O meu coração esteve desde o primeiro instante de janelas abertas permitindo-te que voasses no momento em que achasses que precisavas de o fazer. Estava convicta que quando ao longe ouvisses as nuvens sussurrar o teu nome isso daria uma vontade gigantesca de percorrer o céu misterioso. Sabia que chegaria o dia em que as caravelas no alto mar te iriam acenar com as cores das aventuras estampadas nas suas velas, suplicando-te que as acompanhasses. Vislumbrava que chegaria a noite em que te deixarias seduzir pelo mágico canto das sereias e que terias o desejo de te perder na sua voz feiticeira. Tinha ainda a certeza que chegaria o momento em que ao olhares o nascer do sol, verias o rosto crestado dos Tuaregues e a voz indecifrável deles ecoaria nas tuas memórias pedindo-te para regressar e que o calor das areias do deserto convidar-te-iam a atravessá-las, perdendo-te nas dunas, mas encontrando-te a ti.

 

Nunca imaginaste que eu tivesse a coragem de te deixar ir, pois não? Jamais pensaste que pudesse abrir o meu peito para que te evaporasses dele, jamais se afigurou no teu pensamento que te iria desalojar de mim, que seria capaz de te afugentar da minha vida, de te apagar do meu corpo, de te fazer dissipar da minha alma. E, acima de tudo, admirou-te o facto de nunca te ter pedido para ficares.

 

Não o fiz por não te amar, muito pelo contrário, foi em nome de tudo o que senti por ti, foi pela intensidade desse sentimento que me habitava, foi porque me corrias nas veias, que me afastei dessa tua senda, te deixei voar rumo ao desconhecido e apenas gemi baixinho num fio de voz doloroso: “ – Vai onde te leva a ilusão”.

 

E tu foste… e voaste… sentiste o vento arrepiante nas asas, o calor sufocante do sol nas plumas de pássaro sombrio, inalaste o aroma da imensidão do céu quando te embrenhaste no mundo à tua frente. Experimentaste assim o desapego que tanto desejavas, deambulaste por esses trilhos plenos de novidade, procurando um novo rumo para os teus dias. Mergulhaste decidido no sal de outros mares, no mel e traiçoeiro canto das sereias e fizeste-te acompanhar de pássaros tão perdidos como tu.

 

E eis que uma incomensurável sensação de vazio, uma dolorosa sensação de perda, se apodera de ti. Jamais tinhas imaginado que, quanto mais te afastavas para longe de mim… mais o amor que deixavas para trás te fazia sentir perto, mais o amor por mim crescia… mais se apoderava de ti a certeza que nunca deverias ter partido.

 

Sabes, ainda bem que foste, só descobrindo o que pensavas que estavas a perder (que valia tão pouco perto do que tínhamos), só mediante a visão de tudo aquilo que abdicaste, te foi possível desvendares que ao meu lado já possuías tudo o que querias.

 

Parece um contrassenso, não parece? Querias tanto ser livre, não estar preso a nada nem a ninguém que não percebeste que a maior liberdade que podias sentir, estava no amor que te dava porque nunca fui um nó na tua vida, apenas me envolvi em ti num laço.

……………………………………………………………………….

Texto: Sandra Barbosa

Todos os direitos de autor reservados

Imagem: Retirada da Internet

 

 

- Anda!

por aspalavrasnuncatedirei, em 07.07.16

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-  Anda!

E eu fui, sem saber para onde me levavas, sem me preocupar onde esse caminho, que segui de olhos vendados, me iria conduzir. Apenas fui… porque habitava-me a convicção que iria onde quer que me guiasses, com tudo de bom e de mau que daí pudesse advir.

 

Esta é a minha forma de amar, só acredito no amor assim: baseado numa confiança extrema, determinada, capaz de nos levar ao limite, capaz de nos fazer testar todos as nossas convicções, com capacidade de abalar todas as nossas crenças. Não confio naqueles que amam com «ses», que só se apaixonam «quando», que só se entregam «a menos que», que investem «a não ser que» ou é amor, ou não é, e se não é amor… então não é suficiente!

 

Foi por isso que, quando me olhaste nos olhos e disseste «-Anda» eu dei-te a mão sem vacilar, mesmo sabendo que os caminhos do amor são enigmáticos e ininteligíveis. A senda amorosa é um percurso fantástico: mesmo que saibas de onde vens, mesmo que almejes saber para onde vais, mesmo na posse do conhecimento da pessoa que foste construindo ao longo dos teus dias até chegares aqui, cada vez que a tua vida se entrelaça no destino de alguém, descobres um ser novo dentro de ti, que desconhecias existir até então, e é exatamente por isso que vale a pena perder a segurança de ter os pés no chão para ganhar um palmo acima dele e levitar nas asas do amor.

 

O amor faz-nos maiores, faz-nos imensos e aqueles que amamos são sempre um espelho daquilo que somos: há pessoas que refletem aquilo que temos de melhor e outras são o resultado do nosso lado mais sombrio. Há pessoas que nos acrescentam: em felicidade, em compreensão, em sabedoria, em segurança, em paz interior, em magia e aquelas que nos diminuem: na alegria, no júbilo dos dias, nos sonhos e projetos, naquilo que somos.

 

E foi por isso que quando disseste «-Anda» eu dei-te a mão sem pestanejar e deixei que me levasses e guiasses pelos trilhos que construíste, o meu gesto assertivo foi a forma que encontrei de te dizer «-Sim, vou! Leva-me com tudo o que eu tenho de bom, aceita-me nas minhas fragilidades e faz-me descobrir a mulher que poderei ser ao teu lado eu prometo fazer exatamente o mesmo contigo.»

E é isto que desejo a cada amanhecer, que tu olhes para mim com a convicção que queres ter-me ao teu lado para te acompanhar seja qual for o mapa que leves na mão, seja qual for o destino que temos pela frente e eu quero responder-te afirmativamente com a certeza que é ao teu lado que quero percorrer o meu caminho.

- Anda!

- Vou!

 

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Texto: Sandra Barbosa

Todos os direitos de autor reservados

Imagem: Retirada da Internet

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