Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

aspalavrasnuncatedirei

Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

aspalavrasnuncatedirei

Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

Pantufinhas à Bolonhesa

por aspalavrasnuncatedirei, em 26.06.07

 

Já todos sabem que sou uma mãe galinha e a notícia também já se espalhou na blogosfera. Eu adoro os meus Pantufinhas mas há dias em que eles me tiram completamente do sério. Ontem ao jantar fiz Esparguete à Bolonhesa. Tinha acabado de colocar a comida na mesa quando me ausentei 2 minutos para ir ao telefone. Enquanto o telefonema durou, ouvi as gargalhadas felizes dos meus pequenos “terroristas” e calculei que deviam estar a fazer algum disparate. Mas nada me preparava para o que veio a seguir. Quando fui ter com eles, não acreditei no que os meus olhos viam… os pratos vazios e a bolonhesa… na cara deles, no cabelo, na roupa, na cristaleira, no chão, nas paredes, no candeeiro, até no tecto (não pensem que estou a exagerar, tive que ir buscar o escadote para limpar o tecto e o candeeiro). Não sei o que me passou pela cabeça mas “passei-me” completamente. Dei umas palmadas naqueles rabos gordos, meti-os na cama de castigo e sem jantar (o que lhes valeu é que já tinham comido a sopa). Enquanto eles choravam na cama, eu chorava na cozinha. Inacreditável!!! Como é que eles conseguem fazer tantos disparates, como é que eles conseguem levar um adulto a perder as estribeiras??? Passei o resto da noite a caminhar para o quarto deles, a vê-los dormir, enchi-os de beijos, afaguei-lhes os cabelos e pedi-lhes desculpa por não ter sabido evitar as palmadas e me ter ficado pelos castigos. Agora que já passou, não me orgulho nada daquilo que fiz, sou completamente contra as «palmadas pedagógicas»… mas acreditem que foi superior a mim. Hoje, por acaso, (nada é por acaso e não acredito que “acasos” existam) encontrei este poema de Vinicius de Moraes que me fez pensar que os filhos despertam em nós o que temos de melhor, mas também o que temos de menos bom.

 

 

90 comentários

Comentar post

Pág. 1/4

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Favoritos