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aspalavrasnuncatedirei

Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

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Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

Dialectos de Ternura

por aspalavrasnuncatedirei, em 08.05.07

 

Imagem Retirada da Internet

 

 Hoje ao ouvir o tema dos Da Weasel, Dialectos de Ternura, não pude deixar de pensar no significado da palavra «Dialecto» - “linguagem peculiar de uma região”. Senti que em nada estava relacionado com este tema musical. «Dialecto», neste contexto, refere-se à manifestação do sentimento amoroso. Neste sentido, existem inúmeros dialectos. Utilizamos o Dialecto do Olhar como um poderoso instrumento de sedução, de desejo, de conquista, de «gosto de ti». Não são precisas palavras, às vezes, basta olhar nos olhos de alguém, para percebermos o que sente por nós e, infelizmente, nem sempre os olhos espelham aquilo que desejamos ver. Há também o Dialecto do Toque, os dedos são como varinhas mágicas que têm o poder de despertar os nossos sentidos, de nos fazer arrepiar, de acordar todo o nosso corpo, toda a nossa alma. Existe ainda o Dialecto do Beijo. Como é que é possível que duas pequenas bocas sejam veículo de tanta emoção? Quando elas se tocam, se descobrem, por todo o corpo se diluem informações de afecto que crescem na mesma proporção que a intensidade do beijo. Assinalo ainda, o Dialecto do Olfacto, por alguma que desconheço, sentimo-nos atraídos pelo aroma de alguém que nos envolve os sentidos e nos transporta em fragrâncias de prazer e que nos leva a querer inalar, para dentro de nós, a pessoa amada. Temos ainda o Dialecto Sexual, um dialecto perigoso… nunca sabemos se aquela mensagem que nos devora a carne e o espírito, é uma manifestação de desejo, luxúria ou amor… Quanto aos Dialectos de Ternura, não serão estes os que mais precisamos? Alguém que nos olhe, nos toque, nos beije e faça amor connosco envolto numa grande ternura? Que nos acolha nos seus braços, como um pássaro no ninho, que manifeste a sua preocupação com aquilo que somos, que sussurre aos nossos ouvidos que amanhã ainda vai lá estar e que “simplesmente” nos faça sentir que nos ama. Sem desculpas, sem «ses», sem condições…

 

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