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aspalavrasnuncatedirei

Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

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Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

Desapego

por aspalavrasnuncatedirei, em 06.03.07

 

Imagem Retirada da Internet

 

Às vezes vivem-se paixões tão intensas que as pessoas acham que não são nada uma sem a outra. Há aqueles casalinhos que não se largam, que não fazem nada, não ser juntos, e todos acham isso estupendo. Tal situação é vista como uma conquista afectiva e não como uma dependência emocional. É claro que estou a falar no exagero, na extrapolação, porque acho muito bem desde que se respeite a individualidade do outro.

 

Voltando ao casal que não se larga, eles não deixam lugar para a sua própria pessoa. A alma não se expande. Devido a esta redução do Eu, é notória a colocação de demasiadas expectativas na outra pessoa, no sentido de esta lhe devolver o Eu perdido. Assim passam a sentir-se no direito exigir uma recompensa para a sua própria satisfação.

 

 O Eu cria assim expectativas. O Outro, naturalmente, não dá resposta a esse excesso de expectativas projectadas nele.

 

A pessoa desilude-se… e começam as exigências.

 

 O pensamento inconsciente é: “Se Eu deixei de viver, de me cumprir, para me fundir contigo, para sermos a comunhão de um só ser, naturalmente vou precisar de algumas coisas, que aprecio em ti e que me completam. Entretanto quando as vou buscar a ti (esperando que me faças uma determinada coisa, por exemplo) não está lá aquilo que procuro. Fico zangado. Não acho correcto, se eu te dou, também tinhas de me dar”.

 

Curiosamente, o casal que antes não se largava, agora já não está junto…

 

Quantos relacionamentos conhecemos assim? Quantos casais, não sentindo paixão nem amor, nem qualquer outra razão permanecem juntos? Como não se amam loucamente, não se misturam, não se dão, não se colam. Ao não se colar, não reduzem o seu Eu. E como não reduzem o Eu não têm expectativas em relação ao outro.

 

O ideal é, duas pessoas, na plena consciência de quem são e do que querem, apaixonarem-se loucamente. Para produzirem energia pura, resultante do cruzamento das suas próprias energias. Quando estão juntas, é tudo muito intenso, mas quando se separam, cada uma tem tempo para si, para as suas coisas, para os seus próprios sonhos. Depois quando se reencontram, trazem todo um universo individual para acrescentar à relação.

 

                                                                              

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