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aspalavrasnuncatedirei

Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

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Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

Lindo, lindo, lindo!

por aspalavrasnuncatedirei, em 11.09.10

Saudades

por aspalavrasnuncatedirei, em 04.09.10

Abri o mail «Stora tenho tantas saudades suas». O coração ficou apertado e na garganta nasceu um nó. «Eu também Princesa…» Todos os anos, mais do mesmo. Entro na vida deles sem pedir licença, eles entram na minha e desarrumam-na por completo. A cada ano lectivo uma panóplia de conhecimentos, acontecimentos, emoções… Aprendo-lhes os nomes, depois reconheço-lhes as dificuldades, valorizo-lhes as competências e, naturalmente, afeiçoo-me à pessoa que são. A cumplicidade vai nascendo, começo a reconhecer os sinais de que nuvens negras assombram os seus dias, oiço-lhes os problemas, as frustrações, torno-me depositária dos segredos mais secretos. Quando dou por mim, estou irremediavelmente presa a estes Pantufinhas emprestados que, a cada ano que passa, estão mais sedentos de mimo do que de gramática, precisam mais de afecto do que conhecer o sentido figurado dos textos. Tento encontrar um equilíbrio entre a professora que preciso ser e a mãe que muitos deles necessitam. O resultado é sempre o mesmo, envolvo-me mais do que aquilo que queria, e no final do ano vejo aquelas pessoas que já faziam parte da minha vida, serem arrancadas dela. Agora, com o ano lectivo a bater-nos à porta, vejo os meus meninos partirem rumo a outra Professora e sinto-me como a mãe que vem os filhos passar o fim-de-semana com a madrasta, desejo-lhes que se portem bem, que aprendam, que se divirtam… mas as minhas pernas tremem com medo que comecem lentamente a deixar de gostar de mim. O meu medo desvanece… com as novas tecnologias, dificilmente hoje em dia se perde o contacto com as pessoas, por isso, com muita frequência vou mantendo o contacto, vão surgindo os sms, as mensagens no facebook, no Messenger, os telefonemas e, de repente, percebo que o afecto se mantém, que alunos que conheci no ano de estágio, ainda se lembram de mim, que os primeiros alunos a quem já ensinei já se formaram, já casaram, tiveram filhos, alguns também já se divorciaram, e, continuamos a ter contacto e a recordar momentos que o tempo não vai apagar. Neste início do ano lectivo novos Pantufinhas emprestados se avizinham e quanto aos outros desejo-lhes as maiores felicidades, que a vida lhes concretize os sonhos, que valorizem cada aprendizagem e que aprendam a ser felizes.

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