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aspalavrasnuncatedirei

Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

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Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

Aguarela Saudosa

por aspalavrasnuncatedirei, em 29.05.08

Amiga de Alfazema

por aspalavrasnuncatedirei, em 17.05.08

 

Imagem Retirada da Internet

 

Sei que um dia destes passarás por aqui, vais ler as minhas palavras e rever-te-ás nelas. Sim amiga, este texto é para ti. A nossa aproximação é recente mas o meu carinho por ti é antigo, vem de longe, desde os primórdios do tempo em que se definiu que a amizade é um sentimento que envolve o conhecimento mútuo, a afeição, a lealdade, o respeito e a cumplicidade. Abri-te a porta da minha casa, convidei-te para fazeres parte da minha vida, ao partilhar contigo aquilo que tenho de mais precioso: as pessoas que amo. Gosto que faças parte dos serões de “bodegas e porcarias” onde não faltam as espetadas de gomas com os Pantufinhas, as pizzas algarvias saboreadas com um anjo de caracóis louros e um diabrete de olhos negros, os churrascos da minha mãe. Os dias passam e a nossa amizade cresce, aumenta a cada confidência trocada no calor de chávena de chá de alfazema. Desenvolve-se em cada serão de histórias por desvendar, a cada gargalhada, em cada crepe de chocolate ou dedo salgado do sal do caju. O nosso entendimento passa pela similitude de ideias e ideais, pela partilha de sonhos e alegrias, pela expressão daquilo que nos faz sorrir, mas principalmente do que nos faz chorar. E é aqui que reside o verdadeiro valor de uma amiga: no saber ouvir. Sou tua amiga, já tens um lugar cativo no meu coração, moras no duplex com vista para a alma que é aquele que só é habitável pelas pessoas verdadeiramente especiais. Hoje vi uma lágrima amarga cair no teu rosto de princesa e não pude deixar de pensar que nas bochechas das meninas como tu só deviam brincar sorrisos, mas a vida faz-se de mistérios e problemas que não deviam caber nessa tela cor-de-rosa que desenhas para ti. Gostava de poder ser a tua fada madrinha e com a minha varinha de condão lançar-te-ia um feitiço onde todos os teus problemas se diluíssem como bolas de sabão, onde todos os sorrisos que recebesses fossem tão puros como os da Pimpim, onde cada dia fosse tão doce como as nossas pipocas. Para tornar a tua vida ainda mais perfeita, acrescentar-lhe-ia um belo deus grego e transformaria a tua “Quintinha” num castelo encantado. Eu sei que os teus dias nem sempre foram pautados pelo esplendoroso sol algarvio, mas amiga, na vida também nos fazem falta os pingos de chuva, porque sempre que os sentimos na pele, sentimos o toque de Deus a dizer o quanto somos abençoadas. É dificil encontrar uma resposta ou uma razão para o que nos acontece, mas acredita Princesa Moura, que o Universo encarregar-se-á de te mostrar o porquê de tudo aquilo que te faz rir ou chorar. Confia… o Universo é generoso com pessoas sublimes como tu.

 
  

Saudades

por aspalavrasnuncatedirei, em 01.05.08

 

Imagem Retirada da Internet

 

Sento-me no chão frio da varanda e penso em ti. Não imaginas as saudades que tenho tuas. Não interessa se partiste há um minuto, um dia, um mês, só sei que o coração deu o alerta e que se encontra a sangrar mais do que é habitual. Tu não estás! (Onde estás tu?) E esta mágoa que me invade deixada pela tua ausência dá lugar às saudades…de te ver dormir, de velar o teu sono profundo com a vã ilusão que talvez sonhes comigo. Saudades…de te sorrir ao acordar e no meu sorriso ter o poder de te oferecer 24 horas plenas de felicidade. Tenho ainda saudades de te colocar um beijo ternurento de Bom Dia nas pestanas ensonadas dos teus olhos. Saudades de te abraçar, bem apertadinho, com toda a minha frágil força, abraçar contra o meu peito e sentir a pulsação dos nossos corações a bater em uníssono. Saudade, ainda, do arrepio que me percorre a pele branca sempre que te moves, sempre que te aproximas. Saudades… do gosto licoroso a que sabes quando me beijas, dos teus lábios que me despertam os sentidos e dessa tua língua que me acorda os prazeres. Tenho ainda uma saudade imensa, da imensidão azul dos teus olhos, que as nuvens invejam o tom e o mar inveja a profundidade. Saudade, sofrida, de entrelaçar os meus, nos teus dedos, amalgamando assim o toque dos corpos. Tenho saudades de coisas tão insignificantes… da mesma forma que tenho daquelas, que são e foram, as mais importantes... como a tua voz sibilante a sussurrar baixinho ao meu ouvido… o quanto me amas… o quanto me desejas… de sentir essa mão-travessa a invadir o interior da minha camisola, a deslizar segura até ao contorno do meu peito, de percorrer com avidez a silhueta do meu corpo nu. Saudades…de te sentir entrar em mim pelas janelas do meu corpo, pela porta da minha vida, pela cave dos meus medos, pelo sótão dos meus sonhos e de te sentir fechar a sete chaves todo o teu amor e atirar ao vento o cadeado.

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