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aspalavrasnuncatedirei

Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

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Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

Irremediavelmente Perdido...

por aspalavrasnuncatedirei, em 26.12.07

 

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Percebi com o coração a sangrar que há coisas que estão irremediavelmente perdidas. As decisões que tomamos não nos afectam apenas a nós, afectam todo um universo de pessoas e coisas que giram à nossa volta. Who said it would be easy? Perderam-se tantas pequenas coisas que, provavelmente, não tínhamos reparado que na sua pequenez eram tão importantes… Perdeu-se o aroma doce da casa (qual casa?) que vagueava pelo ar, assim como o som das músicas natalícias que se entrecruzavam com vozes e gritos. Perdeu-se a sabedoria das avós às voltas com aventais, e temperos, com o bacalhau e o peru. Perdeu-se o requinte do avô na escolha do vinho da consoada e o brilho dos copos de cristal que o recebiam. Perderam-se os amigos no vaivém da campainha, plenos de sorrisos, de presentes, de frio. Perdeu-se para eles a mesa convidativa ao pecado da gula e a lareira quente convidativa ao descanso. Quanto às grandes coisas perdidas, essas… é mais doloroso lembrar. Perdeu-se o acordar de manhã com a alegria da família em mais um dia mágico por viver; perdeu-se a cumplicidade em criar à nossa volta, e para todos aqueles que amamos, um ambiente acolhedor e envolvente, perdeu-se a criação de uma noite de faz-de-conta para os Pantufinhas que ainda acreditam em sonhos e fadas, renas e trenós. Perderam-se à mesa os saberes, os sabores, as gargalhadas e as histórias ancestrais, perdeu-se a impaciência dos miúdos para quem o relógio é um inimigo declarado que existe só para retardar a felicidade. Perderam-se os abraços apertados, os beijos agradecidos e carinhosos, o reconhecimento que o Natal é a família harmoniosamente junta. Perdeu-se a Família… Por muito que cada um de nós se esforce por manter inquebráveis alguns laços… o tempo encarregou-se de transformar o mais sólido aço, no mais frágil cetim. Por muito o bacalhau tenha sido bem preparado, só as espinhas nos desceram na garganta… por muito doce que a sobremesa estivesse, só se sentiu o acre do limão… por muito que o Pai Natal estivesse presente apenas se sentiu o vazio deixado pela sua ausência… por muito que dormisse entre dois anjos… não me senti no céu.



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Mary Christmas

por aspalavrasnuncatedirei, em 24.12.07

Primeiro Dia

por aspalavrasnuncatedirei, em 23.12.07

 

 

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O que o acordou foi o silêncio. Primeiro, o do despertador que não tocou à hora combinada todas as manhãs. Depois o de outra respiração, que devia ouvir e não ouvia. Estendeu a mão para o quente do outro lado da cama e encontrou o frio (…). Um prenúncio de tragédia desceu por ele abaixo, como um arrepio. O que acabara de se lembrar era que não acordara só, por acaso, ou por acidente: aquele era o primeiro dia, a primeira manhã da sua separação (…). “Divorciado, 40 anos, bom aspecto, licenciado, rendimento médio-alto, casa própria e espaçosa, desportos, ar livre, terno e com sentido de humor. Mulheres compatíveis? Deus do céu, dezenas delas! Sou um partidão” – concluiu ao espelho. “Até agora vou-me aguentando”, considerou ele. Entre perdas e danos e a certeza adquirida que nada dura para sempre, restam-lhe várias razões e objectos e sentimentos para olhar em frente sem um sobressalto. Passeou-se pela casa pensativo, fumando o primeiro cigarro do dia. De repente lembrou-se que ainda não tinha visto o quarto do filho (…). Sem saber porquê, sentou-se no chão encostado à parede, muito devagar, a olhar para a fotografia. Duas grossas lágrimas escorreram-lhe pela cara abaixo e caíram na madeira do chão, entre as pernas. Foi só então que ele percebeu que estava a chorar.

 

Não Te Deixarei Morrer, David Crockett, Miguel Sousa Tavares


Onde Está o Natal?

por aspalavrasnuncatedirei, em 21.12.07

 

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Sempre adoraste o Natal. Desde que te conheci que o teu rosto se iluminava, como o de uma criança pequena, quando as luzes das ruas e ruelas se acendiam, quando os pinheiros invadiam as casas, quando os presépios se erguiam nas almas, quando se ouviam os cânticos por aqui e por ali e quando o frio nos gelava a alma mas nos aqueci o coração. Parecias um menino rabino quando nas lojas, apinhadas de pessoas felizes como tu, te embrulhavam os presentes, sempre em cima da hora, sempre no último dia, sempre no último minuto. Nunca percebeste a minha angústia nesta data (possivelmente só este ano o perceberás), nunca entendeste que para mim não havia família, não havia árvore, doces, ou presentes, não havia Natal. Eu sei o quanto te esforçaste para me contagiar com a tua alegria, com a tua felicidade, mas só quando o Universo nos brindou com o melhor presente que poderíamos ter, entendi o que dizias. Senti então a magia no ar, percebi o brilho das bolas, saboreei o doce dos fritos, deixei-me envolver pelo calor da lareira, perdi-me no sorriso contagiante e feliz de dois pequenos duendes. Compreendi então que não estava sozinha (e que provavelmente nunca mais iria estar) senti o que era o amor e o que era ser amada. Mas neste Natal… o pinheiro mantém-se espadaúdo na floresta; o musgo continua a alcatifar as pedras, as bolas perderam o brilho, o peru ficou na capoeira, o bacalhau continua a mergulhar na Noruega, e o Pai Natal ficou a aquecer-se à lareira…

 

Feliz Natal

por aspalavrasnuncatedirei, em 18.12.07

 

Os dias sucedem-se numa correria louca e sem darmos conta, estamo-nos a aproximar a passos largos do Natal e a terminar o ano de 2007. Assim sendo, queria deixar um grande beijinho a todos os amigos virtuais que tive o prazer de conhecer através do meu blog. A todos vocês que me lêem, que elogiam e acarinham o que escrevo, que me deixam palavras doces através dos comentários, a todos os que me fizeram e fazem sorrir, àqueles que, mesmo sem o saberem, enxugaram as minhas lágrimas, venho desejar-vos um Feliz Natal. Que no vosso sapatinho não falte a família, que na vossa mesa não falte comida e que no vosso coração não falte amor. Desejo-vos ainda um fantástico ano de 2008. Que o próximo ano permita a concretização de todos os vossos sonhos. A todos… um beijinho muito grande.
 
SB
 
  

Violação

por aspalavrasnuncatedirei, em 15.12.07

 

Imagem Retirada da Internet

 

 

Sophia era uma mulher como tantas outras, tinha uma personalidade interessante, estava longe de ser detentora de uma beleza esfuziante, mas era sedutora com o seu longo cabelo dourado pelas madeixas, os olhos doces, o rosto branco trigueiro e um corpo elegante que não acusava a maternidade de duas filhas.

 

A vida de Sophia dividia-se entre as exigências do seu emprego numa fábrica (sobrevoada pelo fantasma da falência), os afazeres domésticos e o apoio à família. Estava casada com Luís há dez anos, aparentemente eram um casal feliz, cúmplices na sua relação, que parecia ideal, pelo menos, a quem a via de fora. Luís era empregado bancário e trabalhava o mais que podia para ascender dentro da agência, nunca tinha horas para chegar e tentava a todo o custo mostrar-se disponível para agradar ao Gerente, pois sabia que a sua avaliação dependia do seu parecer. Confiava na mulher todas as tarefas ligadas à casa e à educação das filhas, confiava ainda na sua capacidade de organização e achava-a uma verdadeira Fada do Lar.

 

Numa cinzenta manhã de Novembro, Luís perdeu toda a doçura do rapazinho de liceu com quem Sophia tinha casado, ao tomar conhecimento que a promoção para a qual trabalhara durante tanto tempo, tinha sido atribuída a um colega seu, recentemente chegado à agência. Quando saiu, no final do dia, decidiu ir beber um whiskie com uns amigos, precisava esquecer aquele episódio, queria abstrair-se daquela rejeição e não lhe apetecia voltar para casa e ouvir as gargalhadas felizes das filhas. Incapaz de lidar com aquela frustração resolveu afogá-la numa garrafa de Cardhu.

 

Esta foi a primeira de muitas fugas, na direcção do bar, sucederam-se outras, e Luís começou a beber para esquecer. Gradualmente, foi-se afastando cada vez mais da família e começou a marcar presença pelos gritos com as filhas e pela boca a saber a Cardhu que, à força, começou a dar a provar a Sophia.

 

A primeira vez que Luís entrou no quarto e a acordou com a violência e o cheiro nauseabundo das noites devassas dos bares e discotecas que frequentava, com as mãos a cheirar a tabaco, a boca a saber a esmalte e um instinto animal ávido de sexo, Sophia sentiu que todo o seu  mundo ruía, sentiu-se como um criança pequena que na escuridão da noite é abusada pelo familiar mais velho, nojento, e não tem coragem de protestar porque nem percebeu muito bem o que é que aconteceu.

 

Luís não quis saber do seu desconforto, não ouviu o seu «NÃO», não percebeu o nojo que lhe sentiu. No dia seguinte acordou com um trago amargo da boca, da ressaca, com as lágrimas silenciosas de Sophia e com os sorrisos travessos, a seu ver insuportáveis, de duas crianças pequenas.

 

Sophia passou o dia a tentar negar o que acontecera, tentou desculpar a situação, porque Luís sempre fora um marido carinhoso e aquele episódio só podia ser explicado pela situação profissional, difícil, que estava a viver.

Tentava assim enganar-se a si própria, mas as imagens perversas, dolorosas da noite anterior, teimavam em não a abandonar, algo lhe dizia que o seu templo tinha sido profanado, e ainda por cima, por um homem que lhe jurara protecção e amor, e que era o pai das suas duas filhas.

 

Luís voltou a sair com os amigos, voltou a esquecer as mágoas, e a comemorar as alegrias com uma garrafa de whiskie e continuou surdo ao «Não» da mulher. A única diferença, é que era tudo muito mais violento, muito mais sofrido, porque a cada movimento o desespero, o medo de Sophia aumentava porque sabia exactamente o que vinha a seguir. Quem era aquele homem que estava ali?

 

Quando finalmente se libertava, Sophia arrastava-se para a banheira, sentava-se no chão e deixava a água correr-lhe em cima, contrastando assim, com as lágrimas que lhe corriam cara abaixo, num jacto intenso de vergonha e dor. Sentia-se suja, imunda. Água nenhuma conseguia limpar as manchas da sua alma e apagar a dor que tinha dentro do peito e no seu corpo.

 

Na manhã seguinte, ao ver o seu rosto sovado pelas lágrimas e pelas marcas de uma noite em branco, Luís pedia desculpa, chorava envergonhado e prometia que não voltaria a beber.

 

Passados uns dias voltava tudo ao mesmo. No dia em que Sophia ousou empurrá-lo e dizer-lhe aos gritos que não queria mais que ele lhe tocasse, sentiu na candura do seu rosto a força da mão de Luís. Prostrada no chão Sophia não conseguiu libertar-se daquele monstro que desceu sobre ela, insensível aos seus gritos, às suas lágrimas, aos seus pedidos de «Por favor, pára!», ao desespero do seu «NÃO!!!!». De nada lhe valeu o choro das filhas, que do lado de fora da porta do quarto, chamavam por ela num pranto quase tão desesperado como o seu. E a cena repetiu-se – aqueles beijos vorazes com um hálito insuportável, aquela mão enorme, rude que lhe puxava os cabelos, aquela outra mão violenta que a obrigava a abrir as pernas e lhe provocava uma imensa dor e o seu sexo viril que entrava dentro do seu corpo, rasgando-a ao meio, numa sensação de profunda agonia e dor.

 

Novamente sentada na banheira, Sophia tentava juntar os cacos do seu ser, consciencializam-se que aquele filme de terror, jamais chegaria ao fim. E pensava para consigo, o que dói mais na alma de uma mulher – a violação de um estranho, que a arrasta para um beco escuro, a toca e desaparece para todo o sempre, ou a violação caseira, o abuso de quem se amou, em quem se confiou e que um dia, profana de forma ímpia e impiedosa toda a sua alma?

 

Sophia aguentou ainda esta situação durante mais alguns meses, e teria continuado a aguentar a vida toda, afinal se a fábrica falisse para onde iria trabalhar aos 42 anos? Como iria sustentar as filhas?

Teria continuado a aguentar se a violência de Luís, continuasse a recair exclusivamente sobre si, mas um dia o marido resolveu estender a sua monstruosidade à filha mais velha, só porque esta deixou cair o comando da televisão, e quando Sophia se apercebeu também a sua menina, de apenas dez anos, era vítima das frustrações e da loucura do pai.

 

Naquela noite, enquanto Luís dormia, Sophia decidiu fugir de casa levando consigo apenas o que tinha de mais valioso. Acordou a custo as filhas e levou-as até casa da mãe. Pela primeira vez abriu-lhe o seu coração, contou-lhe o inferno que era a sua vida, os seus medos, as humilhações, as agressões e a violação de um homem que um dia a amara. Pediu-lhe ajuda, já, não aguentava mais viver assim, precisava de recomeçar uma vida nova, bem longe dali, com as filhas.

 

Ainda o sol não fazia incidir os seus raios sobre ela, e já Sophia estava a bordo do primeiro avião rumo a Luanda, onde esperava ser auxiliada por uma tia que ali vivia há já alguns anos. Durante o voo, Sophia rebobinou a cassete da sua vida e lamentou-se, com um misto de dor e desilusão, daquilo em que a sua vida se transformara, não percebeu onde é que perdeu o fio à meada da sua existência.

 

Mas decidiu que não iria ficar ali a lamentar-se. O momento agora era de renovação, transformação. Longe de Luís, o qual jamais saberia do seu paradeiro e o das suas filhas, Sophia tinha decidido renascer naquele dia e quando saísse do avião seria uma mulher nova, sem identidade e sem História.

 

 

Amo-te...

por aspalavrasnuncatedirei, em 11.12.07

 

Imagem Retirada da Internet

 

O que gosto mais em ti? Não sei… Nunca se sabe ao certo porque se ama, ama-se e ponto final parágrafo. Não és a pessoa ideal, não és o príncipe com que sempre sonhei, não és aquele que realiza os meus sonhos, não és também o homem que realiza as minhas fantasias… mas… amo-te… Amo-te porque quando os teus dedos se transformam em concha e a minha mão minúscula se perde nela, sinto-me como uma criança pequena, mas segura, ao atravessar a interminável e perigosa estrada da vida. Amo-te… porque quando o brilho dos teus olhos, procura a timidez dos meus, perco-me no azul desse mar e desse céu e sei que, quer eu seja um peixe, quer seja uma ave, estou no meu caminho. Amo-te… porque o perfume que emanas toma-me de assalto e embriaga-me de amor, de luz e de felicidade. Amo-te... porque os teus braços são um refúgio, a fortaleza onde me escondo, onde me escudo, sempre que abro os olhos e vejo que este não é o conto de fadas com que sonhei, e que só nos livros infantis e nas telas de cinema aqueles que se amam têm um happy end. Amo-te... porque da tua boca escorre o mel que as abelhas invejam, o néctar que Baco nunca conseguiu produzir, o arrepio de pele que só quem ama conhece. Amo-te… porque quando fazemos amor,  deixamos de ser um homem e uma mulher, percebemos o que é a unidade, entendemos que o Céu, não passa de um lençol que nos afaga o corpo, que a Lua é uma almofada onde depositamos depois o nosso cansaço, que o Sol é um raio de luz que nos entra pela madrugada da janela e nos vem brindar. Amo-te...

Lingerie

por aspalavrasnuncatedirei, em 09.12.07

 

                                                                                                                   Imagem Retirada da Internet

 

As mulheres têm vários segredos, um deles é a paixão fanática, e nem sempre assumida, por lingerie. A lingerie tem a ver com a paixão inabalável das mulheres por si próprias. Um amigo meu costuma dizer que a vantagem da lingerie é que uma mulher que não seja bem feita fica engraçada e uma mulher engraçada fica uma bomba. A lingerie está para as mulheres como os automóveis estão para os homens: tratam-se de objectos que aumentam o potencial de sedução e que, usados em conjunto, ou separadamente, dão prazer. A grande vantagem para nós mulheres, está obviamente no preço. Mas sejamos objectivas: a roupa interior ou é prática, confortável e sem charme, ou é deslumbrante, sexy e terrivelmente incómoda. Aperta onde não deve, tem rendas que arranham e arames que espetam, botões que só servem para enfeitar e chatear, fitas que dão nós cegos e outras particularidades que as transformam em verdadeiros objectos de tortura. E afinal para quê? Quando chega a hora H a última coisa em que um homem está a pensar é na lingerie da mulher com quem quer partilhar outros prazeres. Na pressa do momento quem-tem-vestido-o-quê- só é importante se for equacionado como quanto-tempo-se-demora-a-despir-o-que-se-tem-vestido.

 

As Crónicas da Margarida, Margarida Rebelo Pinto

 

 

 

Se Não Fosse o Medo de Tentar…

por aspalavrasnuncatedirei, em 01.12.07

 

Imagem de: Geisa Cruvinel

 

            Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair no meio do vão. Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficares exposto muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam... e aceitas que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te e tu tens de perdoá-la por isso!
Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que Tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida. Aprendes que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longa distancia. Aprendes que o que importa não é o que tens na vida, mas o que TU és na vida! E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não tens que mudar de amigos se compreenderes que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e TU podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com que mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a ultima vez que a vemos. Aprendes que as circunstancias e os ambientes têm influência sobre nós próprios. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que queres e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde já chegaste, mas onde vais, mas se tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprendes que heróis são aqueles que sempre fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais é umas das poucas que te ajudam a levantar.
            Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e que aprendeste com elas do que com quantos aniversários celebraste. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar, mas isso não te dá o direito de seres cruel!Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que essa pessoa não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém... algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo! Aprendes com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o concertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte! E que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais... e que realmente a nossa vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
William Shakespeare


 

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