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Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

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Há palavras que nunca chegam ao destino...fazem uma longa e amarga travessia pela solidão dos sentidos e morrem na escrita destas crónicas.

Mia Couto

por aspalavrasnuncatedirei, em 30.03.07

 

   

 

                                                      Imagem: Anna Koudella

Primeiro, desejamos uma mulher que nos faça sentir a Vida.

Depois, queremos uma mulher que nos faça esquecer a vida.

Por fim, queremos apenas estar vivos.

                                                                                 O Outro Pé da Sereia, Mia Couto


Encruzilhadas

por aspalavrasnuncatedirei, em 30.03.07

 

 

 

Ao longo das encruzilhadas do nosso caminho cruzamo-nos frequentemente com outras vidas. Conhecê-las ou não, vivê-las a fundo ou desperdiçá-las depende, unicamente e exclusivamente, das escolhas que fazemos num único segundo.

Embora o não saibamos, entre o seguir a direito, ou fazer um desvio, ou voltar atrás, joga-se muitas vezes toda a nossa existência, e a existência daqueles que estão perto de nós.

 

 

 

 

Transformação

por aspalavrasnuncatedirei, em 29.03.07

 

 

 

 

 

 

Pedro... o fantástico!

por aspalavrasnuncatedirei, em 28.03.07

 

Imagem: Minha!!!

 

 

“Mamã, se não sabes dizer uma coisa fantástica, então não digas nada”.

Forgiven

por aspalavrasnuncatedirei, em 26.03.07

"The weak can never forgive. Forgiveness is attribute of the strong"

                                                                                                                        Mahatma Ghandi

 

 

 

Pensamento do Dia

por aspalavrasnuncatedirei, em 25.03.07

 

 

Os espinhos que mais me feriram foram aqueles produzidos pelo arbusto que plantei. 

                                                                                                      Byron 

 

 

 

Quase…

por aspalavrasnuncatedirei, em 24.03.07

 

 

         

          Um pouco mais de sol - eu era brasa.

          Um pouco mais de azul -- eu era além.
          Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
          Se ao menos eu permanecesse aquém...
 
          Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
          Num baixo mar enganador de espuma;
          E o grande sonho despertado em bruma,

          O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

 
          Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
          Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
          Mas na minh'alma tudo se derrama...

          Entanto nada foi só ilusão!

          
          De tudo houve um começo... e tudo errou...          
          - Ai a dor de ser-quase, dor sem fim... -
          Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
          Asa que se elançou mas não voou...

 

          Momentos de alma que desbaratei...

          Templos aonde nunca pus um altar...
          Rios que perdi sem os levar ao mar....

          Ânsias que foram mas que não fixaram...

          
          Se me vagueio, encontro só indícios...
          Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
          E mãos de herói, sem fé, acobardadas,

          Puseram grades sobre os precipícios...

          
          Num ímpeto difuso de quebranto,
          Tudo encetei e nada possuí...
          Hoje, de mim, só resta o desencanto
          Das coisas que beijei mas não vivi...
 

                                           Mário de Sá Carneiro

 

Amei-te...

por aspalavrasnuncatedirei, em 21.03.07

 

 

Hoje comemora-se o Dia da Poesia e por isso mesmo é imperativo que edite um post que seja um texto lírico. A escolha não foi fácil temos excelentes poetas e poetisas mas optei por seleccionar um poema lindíssimo de Fernando Pessoa.

 

 

Amei-te

Amei-te e por te amar só a ti eu não via...

Eras o céu e o mar, eras a noite e o dia...

Só quando te perdi é que eu te conheci...

 

Quando te tinha diante do meu olhar submerso

Não eras minha amante... Eras o Universo...

Agora que te não tenho, és só do teu tamanho.

 

Estavas-me longe na alma, por isso eu não te via...

Presença em mim tão calma, que eu a não sentia.

Só quando meu ser te perdeu vi que não eras eu.

 

Hoje eu busco-te e choro por te poder achar

Não sequer te namoro, como te tive a amar...

Nem foste um sonho meu... porque te choro eu?

 

E hoje pergunto em mim quem foi que amei, beijei

Com quem perdi o fim aos sonhos que sonhei...

Procuro-te e nem vejo o meu próprio desejo...

 

Que foi real em nós? Que houve em nós de sonho?

De que Nós fomos de que voz o duplo eco risonho

Que unidade tivemos? O que foi que perdemos?

 

Amamo-nos deveras? Amamo-nos ainda?

Se penso vejo que eras a mesma que és...

E finda tudo o que foi o amor; assim quase sem dor.

 

Sem dor... Um pasmo vago de ter havido amar...

Quase que me embriago de mal poder pensar...

O que mudou e onde? O que é que em nós se esconde?

                                                                

Talvez sintas como eu e não saibas senti-lo...

Ser, é ser nosso véu, amar é encobri-o,

Hoje que te deixei é que sei que te amei...

 

Que importa? Se o que foi entre nós foi amor,

Se por te amar me dói já não te amar, e a dor

Tem um íntimo sentido, nada será perdido...

                                                                       Fernando Pessoa

 

 

 

Alimentar o Amor

por aspalavrasnuncatedirei, em 21.03.07

 

 

 

 

 O Amor pode ser o sentimento mais poderoso que existe mas as malhas que o envolvem são extremamente ténues. Isto porque o Amor precisa ser alimentado, no dia-a-dia, nas pequenas e nas grandes coisas senão morre, ou pior, vive moribundo.

 

A maioria das relações inicia-se com um período de paixão arrebatadora, onde todos os minutos são poucos para estar junto da pessoa amada, onde todos os olhares transmitem mensagens onde não são necessárias palavras, onde todos os sorrisos, apalermados, mostram o sentimento que nos vai na alma, onde tudo o que se faz é para agradar ao outro, porque se a pessoa que amamos, estiver bem, nós também estamos, e isso, é tudo o que importa.

 

Durante o período da conquista, os casais desdobram-se em manifestações de afecto, tudo serve de pretexto para uma mensagem, um telefonema, um encontro, dão-se escapadelas, aqui e ali, passam-se fins-de-semana românticos, indo para fora cá dentro, parece que todo o mundo circundante se torna secundário, e todas as energias se concentram apenas naquele ser especial que chegou à nossa vida e lhe devolveu todo o encanto há tanto tempo perdido.

 

Mostramos ao Outro o que temos de melhor, somos sempre tolerantes, compreensivos, companheiros. Os nossos defeitos desvanecem-se porque quando amamos somos seres sublimes, perfeitos e tentamos, a cada dia que passa, ser pessoas melhores, para desta forma também sermos dignos do amor daqueles que desejamos.

 

Mas o tempo…aquele aliado que tudo cura ou tudo destrói, por vezes instala-se na nossa vida como um bicho da madeira e, lentamente, vai corroendo, destruindo tudo à nossa volta.

 

O olhar vai perdendo o brilho, os sorrisos são cada vez menos iluminados, surgem constantemente desculpas com o trabalho, e as manifestações de afecto, essas… tornam-se inexistentes.

 

A maioria das pessoas instala-se confortavelmente no sofá do “Dado Adquirido”, consideram o Outro como uma extensão pessoal, uma

“Propriedade Privada”, só porque pensam que estão protegidos pelo papel do casamento ou porque lhes basta estarem envolvidos numa relação.

 

Nada mais errado! Até as propriedades privadas são tomadas de assalto de vez em quando, até elas são visitadas por vizinhos indesejáveis ou intrusos abusadores.

 

Como diz João Pedro Pais «Ninguém é de Ninguém» e por muito grande que um Amor seja, é absolutamente necessário alimentá-lo.

 

«Os Homens são todos iguais, querem todos a mesma coisa e depois de a alcançar perdem o interesse» dizem frequentemente as Mulheres que se queixam de que no início da relação eles faziam tudo para lhes agradar e que actualmente não se esforçam minimamente nesse sentido.

 

O que os Homens não percebem, ou não querem perceber, é que para a sua parceira se entregar verdadeiramente tem que se sentir amada, desejada, tem que se sentir a pessoa mais importante na vida daquele que ama. E quando o comodismo se instala e as pessoas deixam de “criar laços” as Mulheres começam a sentir-se inseguras e não se entregam a quem não lhes dá amor. Por isso é que têm frequentemente «dores de cabeça» e fecham-se como um bicho da conta, não se entregam a quem não as faz sentir especial. Obviamente que os Homens não pensam assim, eles acreditam que o seu interesse sexual é um indicador suficiente forte do Amor que sentem, como se amor e sexo fossem a mesma coisa.

 

Sim, é verdade, nós Mulheres somos muito exigentes. Precisamos de ouvir a vossa voz 10 vezes por dia no telemóvel, precisamos de ler mensagens palermas que digam baboseiras do género ‘Tenho saudades tuas’, ‘Gosto muito de ti’, (ou ‘Amo-te’, para os mais audazes), ‘És linda’, ‘Que sorte eu tenho em te ter ao meu lado’, ‘Nunca conheci ninguém como tu’ e outras piroseiras do género.

 

Mas como «Palavras Leva-as o Vento» precisamos ainda que as palavras sejam acompanhadas de outros mimos: acordar com um sorriso de «Bom Dia» e um abraço apertado, receber flores (de preferência em dias não festivos», que nos abram a porta do carro de vez em quando (e isso nada tem a ver com o ser feminista), gostamos ainda de receber um beijo arrebatado no meio da rua, mesmo que estejam 30 pessoas a ver, um convite para almoçar ou para jantar, só porque sim, ou então que nos prepararem uma refeição especial (e atenção, não é preciso nada muito complicado, uns ovos mexidos servem perfeitamente), gostamos ainda que nos elogiem o penteado novo ou a roupa nova (se não quiserem elogiar, ao menos reparem que é novo),  e last but not the least gostamos de estar sem fazer nada de especial, apenas a fruir a vossa presença, a vossa companhia.

 

Mas acima de tudo precisamos que nos olhem nos olhos e nos façam sentir amadas, que perguntem como foi o nosso dia, que se preocupem connosco, se comemos bem, se dormimos o suficiente, porque temos um ar cansado, por que choram os nossos olhos, por que suspiram as nossas almas.

Quando "exigimos a vossa atenção não é por capricho é porque qaundo amamos sentimos a vossa falta, e quando estão longe precisamos de vos sentir perto.

 

Tempo

por aspalavrasnuncatedirei, em 18.03.07

 

 

As ampulhetas recordam-nos diariamente a nossa mortalidade e a importância de viver dias plenos e produtivos, cheios de objectivos. Aprendi que o tempo se esvai por entre os nossos dedos como grãos de areia, para nunca mais voltar. As pessoas que usam sensatamente o tempo, desde muito cedo, são recompensadas com ricas vidas, produtivas e gratificantes.

 

O que distingue as pessoas que constroem vidas excepcionais das que as desperdiçam é a maneira como utilizam esse tempo. Dominar o tempo é sinónimo de dominar a vida. Guarda bem o tempo. Lembra-te que é um recurso que se esgota.

 

As pessoas iluminadas concentram-se nas suas prioridades. É este o segredo de dominar o tempo.

 

O Monge que Vendeu o seu Ferrari, Robin S. Sharma

 

 

 

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